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Internet,liberdade ou prisão?

INTERNET, LIBERDADE OU PRISÃO?

 

 

Eis aí um tema cada dia mais polêmico. Polêmico pelo fato que as diversas formas de tecnologia desenvolvidas ao longo dos séculos, o foram, com o objetivo maior de auxiliar e dar ao indivíduo mais conforto e melhores condições de vida.

De fato, em muitos aspectos a tecnologia muito nos auxilia, se considerarmos os avanços da medicina, a rapidez da informação, verificamos que muito avançamos.

A tecnologia nos trouxe a informática e com ela a INTERNET,  excepcional instrumento que nos permite acessar os mais longínquos pontos do mundo, permiti-nos ter contato com pessoas, com pesquisas, assim como dar e receber informações em tempo real. Basta verificar, a titulo de exemplo, às múltiplas  possibilidade disponíveis para os  alunos pesquisarem e desenvolverem os seus trabalhos escolares.

Vemos porém um processo complexo e muito sério em andamento, a substituição da televisão já considerada a BABA eletrônica, pela INTERNET, uma BABA muito mais especializada. O que estamos dizendo é que, os pais vivendo o complicado mundo do trabalho, dos negócios do dinheiro, já vêem substituindo há tempos às relações humanas pelas TVs e/ou Internet.

A TV, sempre foi muito questionada pelos especialistas em formação humana: psicólogos, pedagogos, professores entendem que ela veio ocupar o espaço das brincadeiras as relações de amizade, família, abraços, beijos, carinhos e por que não divergências quando substituem as pessoas.

As críticas e discussões estão centradas principalmente na qualidade das informações que são passadas para nossos filhos e principalmente, a ausência do contato com o outro.  A criança fica impossibilitada de desenvolver um comportamento adequado, em outras palavras ela não aprende a lidar com as pessoas.

A criança aprende brincando (o lúdico), cada brincadeira a coloca diante das virtudes das relações humanas,  coloca-a em um ambiente de afeto, de carinho de humanização com tudo aquilo que o homem pode oferecer ao outro. Ao estar de frente com a TV ou a Internet recebe estas informações prontas, às vezes distorcidas, mas sempre com muito pouca possibilidade de abstrair o que de mais rico existe no contato humano.

Complica-se ainda mais a questão do uso indevido da INTERNET, este veículo ou se preferir instrumento de trabalho passa a se tornar um escudo protetor e um poderoso substituto principalmente para os pais que acreditam que ao suprirem seus filhos como bens materiais, no caso um poderoso computador, uma avançada rede de comunicação, está cumprindo seu dever e pode acomodar-se. Erra e age de forma tola aquele que deixa a mercê dos jovens em formação um instrumento tão poderoso, é como lhes dar de presente uma arma e incentivá-los a usar.

Nada nem ninguém substituirão jamais um diálogo, uma repreensão que seja, a sua participação. Assiste-se estarrecido a ausência dos pais nas mais simples ações dos filhos, é comum o pai transferir, por exemplo, para a escola aquilo que lhe compete. A escola tem a obrigação de transmitir aos filhos a educação formal,  princípios de cidadania, formas genéricas de conviver em sociedade, reparando distorções que  possam ter sido maculadas. A família e em especial os pais é que verdadeiramente educam os filhos: normas, valores, conceitos, preconceitos, sociabilidade, posturas são adquiridas a partir daquilo que a criança vê e percebe em suas relações, com a família.

Voltando a INTERNET, esta poderosa arma em mãos imaturas, temos que esclarecer que não somos contra o uso da mesma pelos jovens, isto seria um retorno a um passado que não retornará, o que estamos discutindo é a qualidade e a quantidade de sua utilização. Somente os pais podem determinar isto.

Sabemos de vários casos que vão desde usuários escondendo-se atrás da internet para agredir um colega de escola, situação aparentemente simples, mas que carrega em seu interior a seguinte situação: a criança pode não estar assumindo seus compromissos frente a vida. Outros casos, porém, são mais complicados o assedio sexual, a pedofilia, a exploração sexual, a droga e a quebra das relações humanas se apresentam constantemente através deste meio de comunicação. A imprensa divulgou o caso de uma jovem que foi filmada, sem ter conhecimento, em ato sexual com seu namorado e colocado na INTERNET. Um trabalho de Conclusão de Curso o aluno de direito de uma universidade no interior de São Paulo, relata ter divulgado por um site que era um menino de 11 anos a procura de amigos, imediatamente vários contatos  fora feito com ele, até mesmo encontros foram marcados por pedófilos de plantão que utilizam inadequadamente este poderoso instrumento.

Como se vê, muito pode ser falado a respeito, páginas e páginas poderão ser escritas, mas o que é mais importante e com isto que encerro este artigo é lembrar aos pais que eles tem de participar e saber exatamente o que os filhos estão fazendo. Usar a Internet é positivo, mas os pais precisam saber no que, para que, para quem e qual o tempo que isto está acontecendo. Qualquer técnico em informática pode orientar os pais para que eles consigam exercer controles sobre o assunto.

Falem com seus filhos, oriente-os a brincarem, a participarem de atividades coletivas, sejam esportivas ou culturais, não aceitem nunca que outros meios, seja a escola, a TV e principalmente a INTERNET sejam os substitutos e os responsáveis pela formação dos seus filhos.

 

 

 

PROF. MS. ADEMIR DOS SANTOS

MESTRE EM PSICOLOGIA

PSICOTERAPEUTA ,PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

CONSULTOR



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