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A Baleia Azul :Reflexão

A BALEIRA AZUL

 

A algumas semanas o noticiário e as redes sociais foram ocupadas por uma verdadeira enxurrada de discussões a respeito do jogo “Baleia Azul”. No mesmo momento surgiu outro questionamento, sobre a série “13 Reasons Why”, que trata do suicídio de uma jovem. Ocorre que os dois episódios, segundo noticias, levaram jovens adolescentes a tirarem suas próprias vidas.

As policias de diversas partes do mundo, incluindo a Policia Federal do Brasil, foi chamada para identificar, no caso do jogo, os responsáveis por incentivarem tal procedimento.

Embora as investigações continuem, uma onda de duvidas, medo e alguns desespero toma conta dos pais de adolescentes.

Muito tem se falado a respeito, porém, parece-me que estamos esperando que alguém resolva a questão para nós. Isto certamente não vai acontecer. Uma nova cultura, a da judialização, a da “policia tem que agir”, furta muitas vezes nosso dever como pais, cidadãos e profissionais.

Em outros momentos tratei das questões referentes ao uso indevido da web. A internet que hoje se distribuiu e está presente em nossos computadores de mês, tablets e celulares, permite que acessemos milhares de ferramentas que muito nos ajudam, agilizar e potencializam nossas iniciativas. No entanto, elas trazem muito lixo, muita informação equivocada, mal feita, ou pior, maldosa. Aí começa o grande problema. Os pais, na pretensão de dar espaço aos filhos, crianças e adolescentes, fornecem a eles verdadeiras bombas relógio, pois estão permitindo que os filhos recebam, sem critério, sem controle, as mais variadas agressões vindas por meio da internet.

Para lembrarmos, existe uma chamada internet negra, onde as piores coisas acontecem e são oferecidas.

Mas não é a ferramenta que deve ser excluída, pois isto é utópico. Somos nós, pais e cidadãos, que devemos exercer o controle.

Não há privacidade quando há risco potencial. Controlar o acesso de seu filho aos diversos sites é um dever e uma prova de amor, mesmo que seu filho fique revoltado.

Agora temos o Netflix um aplicativo de filmes, como muito outros, oferecendo produtos da mais variada qualidade. Não podemos dar a senha para nossos filhos. Temos que saber o que eles estão vendo.

Assim, o que fazer com situações como esta da Baleia Azul? Conversar muito, observar mudanças de comportamento, verificar o porquê seu filho fica tanto tempo sozinho, limitar o uso da internet, verificar sempre os conteúdos que estão acessando, observar se seu filho anda muito triste, irritadiço. Tirá - los do quarto, leva los a praticar esporte, a fazer amigos, a participar de reuniões familiares, ler junto com eles, dar lhes a atenção necessária e constante. Não se trata do tempo que você fica com ele, mas da qualidade que você dá a este tempo.

Ao abrir diálogo franco, direto, ao oferecer seu coração a eles, ao dizer não, para protegê-los, ao se preocupar mais com o ser do que com o ter, você certamente terá espantado baleias, leões e outros mamíferos virtuais indesejáveis. Não percebendo mudança positiva, ou percebendo que seu filho se afasta de você e afunda em uma crise depressiva, procure um psicólogo, seu pediatra, um  psiquiatra. A ciência pode ajudar você a resolver e retomar a saúde, sua e de seu filho.

 

ADEMIR DOS SANTOS

Professor Dr. em psicologia, atuando em consultoria e no atendimento psicoterápico.

E-mail: ademprof@gmail.com

 

 

 



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